quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Educação começa antes do primário... não depois do colegial!


Bom o meu post de hoje pode não agradar muitas pessoas, mas eu preciso muito dividir a minha opinião, porque eu tenho certeza que assim como muitas pessoas não irão concordar com nada do que eu vou dizer, eu sei que muita gente também vai se identificar com o meu texto.
Uma coisa que me deixa intrigada é o fim do colegial e os anos que se seguem depois que esses benditos longos 3 anos terminam. Todos aqueles alunos que "matavam" aula sem moderação, e que ao invés de deixar tudo para a última hora, decidiam mesmo era não fazer nada, de repente são tomados por um desejo absurdo de se tornar universitários.
Eu sempre me perguntei se eles queriam mesmo era continuar matando aula e não fazendo nada, mas isso eu acho que não vou descobrir tão cedo, porque eu não desenvolvi ainda a cara de pau necessária para tal pergunta.
Mas é interessante também que alguns desses estudantes problemáticos no ensino superior se tornam alunos exemplares, podem ser considerados até Nerds. Estranho demais.
E é dai que vem o meu sentimento de repulsa pelas instituições de ensino superior particulares. Não tenho nada contra a metodologia deles ou os professores, alguns realmente valhem a pena. O problema mesmo é que essas "universidades" facilitam demais a vida desses indivíduos, que não só passaram o colegial, mas também como toda a vida escolar levando tudo nas "coxas", e depois pegam uma bolsa (ou não) em qualquer faculdade particular e começam a achar que são "doutores" em qualquer coisa.
Durante o meu curso na faculdade, eu tive oportunidade de ler muito sobre educação, até mesmo porque eu curso letras, e pude perceber o quanto o processo educativo vai além do ingresso ao ensino superior, seja ele particular ou não. A educação começa muito antes da escola.
E sinceramente eu não consigo levar a sério esses estudantes, infelizmente. Eu continuo a acreditar que o mais importante desse período pré-universitário, que é moldar e desenvolver o senso crítico do indivíduo e o seu interesse pelo conhecimento, muitos deles ( eu disse muitos, alguns ainda conseguiram, porque provavelmente eles eram só revoltados com a escola, e no fundo se interessavam pelos estudos sim) não atingiram, e infelizmente são essas criaturas simpáticas quem serão os profissonais do futuro.
Nesse momento eu só tenho uma palavra na mente: Boring

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